Coletânea Poética
Vistas do Labirinto
Uma meditação geométrica e poética sobre os corredores da memória e a busca lúcida pela clareira existencial.
Poema 1
O Centro do Labirinto
Entre paredes de pedra e musgo, Busco a saída que não tem porta. O fio da meada é tênue e brusco, Mas guia o passo na senda torta.
Cada curva um novo enigma, Cada espelho um rosto estranho. Na cinza fria de antigo estigma, Encontro o verso que me acompanho.
Poema 2
A Clareira
Cessa o labirinto e o labirinto sou eu. A luz da clareira banha a pedra fria. O que a memória guardou e perdeu Renova o curso do novo dia.
